Noites e dias também frios.
Os anos dos terríveis terrores.
Me diga, por onde andam as almas daqueles que pereceram nas mais diversas dores?
A salvação foi-se com desdenho.
Cuspiram na cara da esperança.
Como dormiremos à noite, com tudo o que ouvimos e vemos ?
Consegue sentir… O amor gritar?
Consegue ouvir… A voz daqueles que perderam a bonança?
Consegue ver… Todas as vidas que foram ceifadas ?
Por tudo e por todos e todas as dores,
Por todos aqueles que na tirania foram os “perdedores”,
Por toda a dor que corta o peito no meio e libera os temores,
Consegue dizer? Se lembrar deles ?
Diga, ceifador, diga o nome dos amores.