Infância

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Numa rua qualquer,
Há uma família se divertindo,
Queimada, cafezinho, risadas.

Numa rua qualquer,
Todos reuniam-se nela,
Em prol de contagiar com a alegria.

Numa rua qualquer,
Alguns infortunadamente pereceram.

Numa rua qualquer,
A criminalidade domina,
O jogo acabou.

Numa rua qualquer,
A infelicidade está presente,
O som do silêncio é perturbador.

Tempos bons voam, somem.

Mas… voltam em nossos corações.

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Eu quero te conhecer além da pessoa que você mostra para todo mundo. Quero conhecer a versão de você que quase ninguém vê, aquela que guarda os medos, as inseguranças, as cicatrizes e os pensamentos que você prefere esconder.

Quero entender o que te machuca para nunca repetir essas feridas, mesmo sem intenção. Quero saber quais palavras doem, quais atitudes pesam e quais silêncios significam que você não está bem.

Quero te conhecer o suficiente para conseguir te proteger quando eu puder, te apoiar quando você precisar e nunca ser mais um motivo para as suas dores.

Quero saber reconhecer quando o seu sorriso estiver escondendo o cansaço, quando o seu “estou bem” não for verdade e quando você quiser se isolar do mundo. Não para invadir o seu espaço, mas para que você nunca precise enfrentar tudo isso sozinha.

Quero ser alguém com quem você possa abaixar a guarda, sem medo de ser julgada. Alguém que conheça tanto a sua luz quanto as suas sombras e escolha ficar, não apesar delas, mas porque elas também fazem parte de quem você é.

Até onde eu iria por você?

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Eu pegaria a lua para você se você pedisse. Compraria uma galáxia e daria o seu nome a ela. Te daria uma estrela só para que, toda vez que olhasse para o céu, lembrasse do quanto você é especial.

Mas tudo isso parece clichê demais.

Então eu faria algo muito mais difícil: eu te amaria de verdade. Iria além da superfície, além dos sorrisos que você mostra para todos e das máscaras que usa quando o mundo pesa. Eu iria fundo para conhecer a pessoa que você esconde, seus medos, seus sonhos, suas inseguranças e tudo aquilo que faz de você quem realmente é.

Eu te amaria pelo que você é, não pelo que você finge ser. Estaria ao seu lado nos dias bons e nos ruins, faria o possível para ver você feliz e lembraria todos os dias do quanto você merece ser amada.

E claro, eu te daria pelúcias para decorar o seu quarto, porque mesmo que eu queira conhecer a sua alma, ainda quero encher os seus dias de pequenos motivos para sorrir.

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Eu anseio por você com um fogo calmo,
que queima por dentro, sem fazer alarde,
mas consome cada espaço do meu peito
com o desejo de ter você — inteiro — comigo.
Quero te ter nas tardes sem rumo,
com filmes em que a gente nem presta atenção,
besteiras na mesa, sorrisos na boca,
e seus olhos nos meus, como se o tempo congelasse ali.
Quero te encher de beijos
como se meus lábios pudessem te traduzir,
como se, tocando sua pele,
eu pudesse finalmente entender o que é paz.
Não é só sobre carinho,
é sobre te querer no silêncio e no riso,
na bagunça da rotina e na ordem do coração,
em cada instante onde só você faz sentido.
Porque estar com você
é mais do que companhia —
é um encontro com tudo o que sempre busquei.
É amor em forma de presença.
É casa.

Odisseu

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📜 “Odisseu: Canto da Longa Volta” 📜
(Uma Epopeia em Verso Livre)

Canto I – O Eco de Tróia

Canta, Musa, ao som da lira e do vento,
a história do homem de mente infinda,
cujo nome ecoa entre os rochedos do tempo:
Odisseu, rei das palavras e da coragem.

Caiu Tróia em fogo, em sangue e em grito,
com o ardil do cavalo de madeira e silêncio,
e Odisseu, arquiteto da astúcia,
zarpou com o coração em brasa
rumo à sua Ítaca tão sonhada —
mas os deuses riam, e os mares se armavam.

Canto II – Entre Monstros e Deuses

Doze navios, doze esperanças.
Mas os ventos, domados por Éolo,
sopraram promessas… e também traições.

Na caverna de Polifemo, o ciclope,
Odisseu mentiu e sobreviveu:
“Me chamo Ninguém” — e o monstro, cego,
uivou ao céu o nome de ninguém.

Circe, feiticeira de olhos vazios,
fez dos homens porcos e do amor armadilha,
mas ele, com erva dos deuses na palma,
quebrou o feitiço, partiu com dor e saudade.

Canto III – Vozes no Abismo

Cantaram as sereias sobre rochas cortantes,
e Odisseu, amarrado ao mastro do tempo,
ouviu a beleza que mata —
mas não se perdeu.

Passou entre Cila e Caríbdis,
entre dentes de pedra e redemoinhos de alma.
Perdeu homens, perdeu noites, perdeu fé.
Mas nunca cedeu.

Canto IV – A Ilha do Sol e a Ira de Zeus

Na terra do Sol, bois sagrados pastavam,
mas a fome dos homens não tem piedade.
Comeram, pecaram — Zeus respondeu:
lançou relâmpagos, quebrou mastros,
e o mar engoliu quase tudo.

Só ele restou.

Canto V – Calipso e o Cativeiro do Tempo

Na ilha de Calipso, beleza e prisão,
sete anos de beijos e céu sem tempestade,
mas o herói chorava à beira da areia,
por Ítaca, por Pénelope, por si.

E os deuses, por fim, abriram caminho.

Canto VI – O Regresso

Com o peito marcado por sal e lembrança,
Odisseu retornou disfarçado de ninguém.
Em sua casa, homens tomavam banquetes,
jurando amor à sua esposa leal.

Mas o arco do rei —
aquele que só ele podia dobrar —
fez-se justiça em corda e flecha.
E os usurpadores caíram
como folhas secas no outono da honra.

Canto VII – O Silêncio e a Paz

Na cama esculpida no tronco da oliveira,
Odisseu reencontrou o amor e a raiz.
Não era mais o mesmo —
nem o mundo era.

Mas o nome permaneceu:
Odisseu,
aquele que lutou, que mentiu, que amou,
que navegou entre monstros e saudades,
e enfim,
voltou.