Ó, lendário teto do infinito
Rogai por nós, efêmeros da carne
Olhai para teu sonho já caído
Jorra a mim teu brilho que arde
Me leve em busca da imensidão que fez
Queime sublime o meu olhar
Livrai-me da minha tamanha pequenez
Faça tua poirenta nebulosa trovejar
Permita-me, ó céus, tocar-te
Dai ao velho Dédalo mortal
Do doce Olimpo a pequena parte
Que a vida tem como crucial
Sou um tolo de pensar assim
Humano, apenas um abanstema amarrado ao chão
Lágrimas caem no vão de beijar o carmim
Apenas miro, mas jamais tocarei a criação
Ei de morrer então preso a Terra
Apenas sosleio conhecimentos de Galileu
A burrice me afaga e me enterra
Maldito sejam os corvos leigos de Prometheus!