O tempo corria ligeiro e brincava,
Na terra sem medo do Príncipe do Ar.
Não se dava preocupação,
Só vivia emoção
E via o tempo passar.
Eram crianças.
O tempo passou…
A ciranda acabou, o sorriso se foi e a criança cresceu.
E o tempo, sucedeu.
Agora não vem só o agora mas já vem o depois.
E o tempo se fez dois.
E os dois, a ruína.
É dada a sina
Do tempo que perdeu.
E o tempo co-me-çou-a-de-san-dar…
Foi ho-ra do tem-po pa-rar.
E o tempo parou, pra pensar.
E o tempo se deu tempo pra avançar.
Eram ainda crianças.
E o tempo, com todo o tempo que se deu,
O tempo cresceu.
Jaz a criança.