A segunda Emanação. Um vaso para guardar o que é mais precioso. O primeiro portão para fora da potencialidade e um passo para o reino do conhecido. Ele é o primeiro momento em que uma criança recém-nascida abre os olhos. Os primeiros passos dessa criança. A primeira palavra dela. Ele é o início de uma jornada ao longo da vida, cujo caminho desaparece no horizonte. Onde Keter é a caneta que paira sobre a página, Chokhmah é o momento do contato. Do nada, a sabedoria é formada. Ter uma visão daquilo que não é conhecido é um dom que não é concedido levianamente.
É o orbe cinza que rompe a superfície de nossa consciência.
Descendo do cume da árvore, vemos sua dualidade começar a formar. Chokhmah fica no topo do “Pilar da Misericórdia”, formando o primeiro aspecto masculino do diagrama. Sua parceira, Binah, abre ao lado para revelar os dois olhos enquanto temos o poder de ver o mundo.
Chokhmah é a fé e a premeditação transformadas em pedra. A morte e o propósito da potencialidade. O primeiro passo fora do mistério de Ein Sof para a consciência.
Os primeiros passos, como o primeiro amor, exigem comprometimento com coisas que você não pode saber. A fé necessária para pular no abismo sem nem mesmo a certeza da morte, ou a esperança de voar. Chokhmah não é o passo, Chokhmah é a decisão efêmera que se dissolve em ação. Chokhmah é a primeira luz da realidade. Abra os olhos jovem.
– Primeiros ritos realizados para um recém-nascido.
Esta Árvore era o coração deste lugar, um
microcosmo do reino maior que o cercava.