A primeira Emanação. É o primeiro enunciado. A fonte de energia através da qual Ein Soph permeia o universo. A coroa fica acima da cabeça e incorpora aquilo que está além da nossa compreensão. Deve-se imaginar Keter não como um objeto que pode ser percebido, mas como a luz que é lançada sobre ele. A luz de Keter está além do conhecimento, uma extensão atemporal de pura consciência. Somente respeitando nossas próprias limitações começamos a ver a sombra de sua natureza.
É o orbe escuro através do qual O Infinito está além.
Como o ponto mais alto da árvore, todas as continuidades descem em cascata a partir dele. Keter contrasta com Malkuth, que repousa bem na base da árvore. O espaço que existe entre eles mede a distância completa dos aspectos mais espirituais aos mais físicos de nossa existência. Viajando para baixo a partir deste ponto, todas as outras Emanações tornam-se cada vez mais próximas de nossa experiência atual.
No topo, Keter significa “Coroa”
Tão sublime, incompreensível, incognoscível. O infinito, o fluxo do qual Ein Sof é canalizado. Consciência pura, além de tudo, atemporal. A abertura, uma singularidade a partir da qual as Sephirot são criadas.
Uma borda prateada, adornada com uma única gota de pura luz dançando em um ritmo incognoscível. Ele vibra no escuro e uma melodia flui dele, lenta e fora do tempo.
Esta Árvore era o coração deste lugar, um
microcosmo do reino maior que o cercava.