A sexta Emanação. Tiferet é sem extremos ou absolutos. Sua força temperada permite que o poder do resto das Emanações existam em bela harmonia. À medida que cada outro aspecto se enfurece ao seu redor, ele não cede nem resiste. Ele é o equilíbrio que existe como resultado dessas forças. Ele está guiando a mão que se apoia nos muitos aspectos da árvore para graciosamente trazê-los um para o outro.
A esfera amarela traz equilíbrio ao universo.
Formando o ponto médio entre Keter e Malkuth, ele define o “pilar do equilíbrio”. No centro brilhante da árvore e no ponto médio entre todos os seus relacionamentos, ele distribui a energia de cada Emanação de volta para seus caminhos. É um ato de equilíbrio cuidadoso, incorporando esses opostos extremos, mas essa é a natureza da árvore como um todo. Tiferet espelha a estrutura da árvore, existindo como um microcosmo do todo.
Tiferet não é a soma das partes, mas o claro reflexo de uma gema facetada. A forma deve ter dimensão e é Tiferet quem a reveste em definição.
É verdade, olhar para o semblante de Tiferet é conhecer muitos rostos. Assim também é conhecer o fio dentro da corda.
Tiferet usa uma coroa composta pelos dedos das muitas mãos de Ein Soph, cujos muitos esforços incitam a existência da escuridão. Eles rabiscam sua vontade na face de Tiferet, formando as feições e a expressão da criação. Tiferet conhece o amor e a justiça das grandes Pernas de Ein Soph, Gevurah e Hesed. Tiferet está intuitivamente presente e impregnado de sabedoria, por Binah e Chohkmah. Conhece a glória e seu custo, pelo equilíbrio de Netzah e Hod. Tudo o que é invisível, seja a face de Tiferet.
Como são as Sephirot, também é Tiferet. Um coro de muitos, uma canção de multidão, um sonho com muitos sonhadores.
Tantas vontades sejam cantadas à Terra.
– Do Livro de Resumos.
Esta Árvore era o coração deste lugar, um
microcosmo do reino maior que o cercava.