trisco contra a amarga capa deste colchão
enquanto cambaleio entre as pedras dos sonhos
ao tentar desatar o ponto febril
que se abastece de culpa
o rosário queima junto de minhas mãos
refletindo nos vitrais um coração tardio.
morre o fim da noite, silencioso,
a cada expurgar de meus pulmões
balbujeio um solto perdão, sujo,
desprovido de força para apagar os ventos
que adentram por uma porta
que não sei por quem foi aberta