Armaros, escultor de tronos, anjo da Anulação


Sobre seu trono empoeirado, o escultor encontra repouso.
Sua mão, endurecida pelas labutas dos anos anteriores, sabe.

Enquanto o mundo gira implacavelmente em sua dança cósmica,
Ele, perdido no tempo, sente saudades do conforto da juventude e do seu transe.

No entanto, a pedra, ela lembra, ela não esquece,
Cada golpe gravado, uma narrativa em cada ponto.

A saga de um jovem incompreendido e solitário,
Engolido por um mundo que girava, alheio e propenso.

Agora, sua mão experiente repousa sobre o trono, gasta pelo tempo,
Um testemunho de força, de uma vida bem dilacerada.

Anulação


O último discurso de um imperador ao ver seu Império se desfazer.

Contos de Antes, Durante e Depois da Era dos Vigias

Publicado por Marco

Alguém que adora história.

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