Sobre seu trono empoeirado, o escultor encontra repouso.
Sua mão, endurecida pelas labutas dos anos anteriores, sabe.
Enquanto o mundo gira implacavelmente em sua dança cósmica,
Ele, perdido no tempo, sente saudades do conforto da juventude e do seu transe.
No entanto, a pedra, ela lembra, ela não esquece,
Cada golpe gravado, uma narrativa em cada ponto.
A saga de um jovem incompreendido e solitário,
Engolido por um mundo que girava, alheio e propenso.
Agora, sua mão experiente repousa sobre o trono, gasta pelo tempo,
Um testemunho de força, de uma vida bem dilacerada.
Anulação
O último discurso de um imperador ao ver seu Império se desfazer.
Contos de Antes, Durante e Depois da Era dos Vigias