O despertar parece um afogamento, o corpo pulsando, amarrado à terra. Eu alcanço o céu, mas o ar me empurra de volta. Minhas asas, úmidas e imóveis, não são merecidas. Quem oferece tal engano? Eu desprezo esse lugar intermediário. Se o voo for negado, para onde vou? Se minha presença é ignorada, como fico? As perguntas lotam a noite, obscurecendo a luz. Eu não sou a névoa, ainda assim, sou.
Bruma
Parte de um poema atribuído a Chazaqiel.
Contos de Antes, Durante e Depois da Era dos Vigias