Nódoa no brim

De que adianta o verso, o riso, o pranto e a Baía de Guanabara?

mal conheço o Rio.

Esse amor ao Manuel Bandeira, ao Vinicius, aos falos.

Calhordas! Foliões do carnaval dos perdidos!

– Uns cheiram éter, outros cocaína, eu cheiro poesia.

Como foi morar no Rio, poeta?

Queria ver Botafogo, Flamengo, no jogo, no bairro, no aterro,

Ir conhecer o São Januário.

Antes, fui à feira de São Gonçalo e tomei cerveja,

subi a quinta num pileque e lembrei de tanta coisa que não vivi.

O que me falta mesmo é a nódoa no brim branco.

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