Sariel, buscador solitário, anjo da Lua Minguante


Minha forma desaparece e se deforma.
A fumaça me envolve (nuvens atormentadoras),
E sinto como se estivesse desaparecendo da existência.

Eu oscilo entre os momentos, pensando se ainda estou visível,
Quando a capacidade de perceber a luz me é negada.

Você ainda sussurra no crepúsculo ou chama meu nome à meia-noite?
Você ainda se esforça para ascender ao meu esplendor…?
Ou você diminui enquanto eu recuo?

Como se respondesse às minhas chamadas cansadas,
Uma onda quebra,
Sinalizando o fim e o início dos sonhos.

Então uma melodia cascateia sobre o vasto oceano,
Aproximando-me e espalhando minha luz fraca.

Eu me retiro mais fundo no manto da noite,
Sentindo seu toque puxando as bordas da minha consciência.
Agora estou contente em esperar,
Aqui na escuridão.

Sabendo.

Lua Minguante


Poema passado por gerações em uma pequena vila na sibéria.

Contos de Antes, Durante e Depois da Era dos Vigias

Publicado por Marco

Alguém que adora história.

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