ANCESTRAL

Na rede de folhas

roubadas no vento

Os olhos de vidro

desvendam nuvens

no espelho das águas

Estranhos ruídos da noite

A aranha tece seus fios

prenhes das tintas do amanhã

Pernas e pés fazem

girar a roca do mundo

Camada de pele

recebe uma a uma

traços em corte de lâmina

Quando a máscara surgiu

Não havia ainda palavra

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