os sinos da igreja demolem o castelo de lágrimas
e fazem lembrar a criança
que um dia correu por esses jardins
com as mãos cheias de sol
cheias de nós
nós, enrijecidos
pelas dores das estrelas,
mal sustentam o véu
de ouro vil que cobre o tempo
as memórias são como o fino traço de areia amarga
que recai sobre as ruínas do Vento Sol
em busca do sabor das cores de cada dia