Me divido em dois, em corpo rijo e em mato livre. O corpo e o mato tem uma ligação profunda, já que são duas partes de um mesmo eu. O corpo por sua vez é forte e ambicioso, pisa no mato com toda sua energia, é fogo. Sua irradiação porém passa ao mato, que está ligado ao mesmo e cresce com esplendor, é ar. A terra e a água estarão em outra história. É engraçado essa imaginação, já que geralmente o ar que faz o fogo expandir (como leigo em esoterismo). Na verdade há muitas coisas engraçadas nesse pensamento, já que no meu mapa astral, também, o fogo e o ar dominam, mesmo que eu não acredite em astrologia: essa é a verdade apenas na luta desse corpo desse texto. Enfim: não há estrelas nessa história, elas terão a seu próprio monólogo. Mal imaginava o corpo que seria pinicado cada vez mais, e que seria ultrapassado pelo mato que agora dominaria 0.5 eu. O fogo é a essência do que mais lhe concede sucesso ao eu, porém carnal, vivo: mas carnal. O mato é livre, criativo, sentimental, verde e mata o corpo, crescendo com mitose e se fortalecendo nesses instantes que come o corpo como um canibal. E o corpo aduba o mato. A vida é assim, tudo que nasce morre. E o mato, depois de um tempo sem a força do corpo (os dois eram os únicos nessa dimensão) também apodrece. Nessa mesma dimensão vê-se pó, como se fosse pó absorto em um cubo (que é a dimensão). Esse cubo permanece representando a luta do eu de 16 anos que existira em algum lugar, e prende em minha imaginação as 20:36:57 do dia 10/12/23, trazendo enfim a reflexão individual: tudo do corpo forma o corpo, e não posso dividi-lo em dois literalmente ● (não se engane, isso não é sinal de tópico, é um ponto final)
Esclarecimento: Esse texto tem por objetivo exemplificar que as partes do meu eu divididas em ar e fogo, corpo e mato, se fortalecem ao coexistirem, mesmo que lutem. A vida é complexa e vale a pena quando é constituída de todas essas partes. Eu gosto de dividir a vida em partes subjetivamente, e pensar que essas formam o todo objetivamente, e esse é o caso do objetivo que não pode ser separado.