Minha alma foi cativa do meu próprio amor
Doeu, segurar de ponta a ponta um sorriso que cobria a minha desgraça
Minhas insatisfações foram gritadas e, mais de uma vez, apenas as paredes tinham ouvidos para mim
…
Joguei, por fim, ao aterramento, todo aquele sofrimento-amor
E, na tentativa de me libertar, me tranquei para longe de tudo
E tudo, e tu, viram meus olhos encharcados de dor
Mas eu já não era mais digno da conquista, de poder desbravar pessoas-mundo
…
Era, agora, sozinho
Sem pessoas-mundo para descobrir
Sem sofrimento-amor do qual me desprender
Apenas fria, insensível, voraz e desesperada
A solidão-viver