Solidão

Minha alma foi cativa do meu próprio amor

Doeu, segurar de ponta a ponta um sorriso que cobria a minha desgraça

Minhas insatisfações foram gritadas e, mais de uma vez, apenas as paredes tinham ouvidos para mim

Joguei, por fim, ao aterramento, todo aquele sofrimento-amor

E, na tentativa de me libertar, me tranquei para longe de tudo

E tudo, e tu, viram meus olhos encharcados de dor

Mas eu já não era mais digno da conquista, de poder desbravar pessoas-mundo

Era, agora, sozinho

Sem pessoas-mundo para descobrir

Sem sofrimento-amor do qual me desprender

Apenas fria, insensível, voraz e desesperada

A solidão-viver

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