O que dizer afinal desse livro? Como leigo em literatura diria que é bom. Mas quando leio a carta que finaliza a história penso sobre o que sei sobre amor, sobre o amor e sobre amar. É que quando falo sobre amor parece uma coisa bonita e ideal, talvez até mesmo uma consciência de outro lugar, uma consciência alienígena, algo mágico e que mexe com as veias e as fazem borbulhar. Mas e amar? O ato de render-se ao amor como uma pessoa humana, e não alienígena. O quanto isso é bonito?. Não sei dizer nada sobre para ser sincero, mas tenho alguns pensamentos. Amar é encarar a morte, amar de verdade é encarar a vida, é olhar tudo o que nos cerca com um olhar lindo e bonito, é encarar a dissociação da existência. Amar é nos conectar com aquilo que chamam de Deus, amar é a ponte entre o homem e o divino, ou talvez seja. Mas amar não é só se render ao amor, é também se render ao outro e encontrar nele sentido, sentido para suportar as dores que o próprio amor trouxe. Amar é se doar e nem sempre estamos preparados para ouvir mais a falar. Talvez, o fato de existir só para o outro seja a grandeza de amar, se sentir pequeno ao mundo e se engrandecer em ser pequeno para algo grande, que é o amor. Sinceramente, apenas sei que a culpa nunca é das estrelas, nem sei se existe um culpado quando se trata de amor, ele apenas é. Mas, quando eu descobrir o que é amor, talvez eu atribua as estrelas a culpa, a culpa do amor que me transbordará em sofrimento, talvez eu atribua às estrelas o amor. Pois assim como as estrelas, o amor se encontra isolado em pequenas partes do universo, brilhando bem forte. Bem pequenas..