Ó, Arlquino de papel
Vá! Esvazie logo o carretel
Solte a raia, tu não comandas o céu
Te rasgará e gozarão do teu mel
Entendas, amigo
Quando apareço, assim, fugido
Fujo das piadas que fazes sofrido
Poupa-te do vexame do riso
Percebas, não és bem-aventurado
Riem de ti, desdentado!
Deixa o virtual, ali descansado
Arlequino de Papel, agora rasgado
Creio que não há de melhorar
Fuja! Deve se isolar
Quando será que há de notar
Que de teus pulos, arlequino, só reage o coaxar