Amigos, amores

Coração de tantos amores platônicos sem jeito
Amei a todos, até seus mais profundos defeitos.
Me deletei em abraços espinhosos de amigos incuráveis, paixões perigosas.

Quanta falta faz a dor.

Fantasias sempre me cercavam, acompanhavam afagos de cheiros memoráveis e beijos de cuidado.
Amigos, amores. Não havia diferenciação.
Pouco também importava a diferença. A maior satisfação era a de ter um amor amigo do lado.

Quanta falta fez o cuidado.

Hoje, de tudo que me restou, não me restou nenhum.
O que era platônico, foi da fantasia à inexistência.
Sem mais amor para entregar, nenhuma dor para sofrer.
Sou eu hoje, o incurável. A rosa com espinhos de paixão.

Quanta falta fazem
Dores, amigos, amores.

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