A verdade da minha vida (ou a verdade da minha atual vida)
Acho que a verdade está resumida naquilo que é mais simples e mais significativo
Alguns diriam que a verdade são textos que agrupados forma livros
Mas talvez seja algo menor que o morfema que abrange a compreensão e incompreensão
Essa unidade mínima de existência eu nunca vou conseguir entender
Mas acho que eu já entendi que ela está nos detalhes mais simples e exteriores a nós
Uma descoberta quase que irradiante de dentro para fora
ou de fora para dentro
E as pessoas mais bonitas são aquelas que tem isso nelas
Olhar para existência com um olhar de curiosidade e encantamento
A verdade da minha vida é saber que um final de semana qualquer
A unidade mínima de sentido bateu na minha porta, ou a arreganhou
E eu gosto disso, mas odeio também
Odeio por que eu sei que não tem como controlar meu destino
Isso é lindo, mas é feio.
Apenas sei que qualquer tentativa vaga de querer chorar e fazer birra para algo muda vai ser em vão.
Eu queria que as coisas fossem mais simples, assim como meus olhos enxergam a beleza de algumas pessoas e objetos.
Queria que as coisas fossem mais belas e que as pessoas (vulgo eu, também) fossem menos confusas.
Eu queria tanto que pudesse ser.
Mas minha intuição se confunde, pois ela sabe que não dá para controlar o amor nos tempos de cólera.
E eu quero vencer a cólera e a desesperança.
Eu quero vencer tudo isso, e ser movido por instinto.
Eu quero aceitar a unidade existencial que caracteriza quem eu sou.
Não consigo seguir esse fluxo de consciência que escancarou a porta.
Eu quero amar. Mas como, em um mundo tão paradoxal.
Eu me sinto paradoxal, sozinho em um conjunto de pessoas tristes mas que aparentam estar felizes, e que amam amar mas se lançam ao ódio, como faço agora comigo mesmo.