Abril… mês do meu aniversário…
Além da vida correr bem, com a rotina mais tranquila que eu já tive na vida, no início do mês já pensava: “Pqp eu aniversário. 18 anos. Ainda me sinto com 16”. E ainda me sinto. Mas já percebi umas mudanças ao meu redor: é só o meu segundo dia com 18, mas a quantidade de anúncios ‘diferentes’ que já apareceu indica que a máquina da Internet já sabe que eu tenho 18 agora… antes era só um a cada vários meses. Levemente irritante, isso.
Teve festa, domingo, já que a data oficial era uma danada quarta-feira, dia de semana impossível. Convidei a maioria dos meus amigos principais, não todos, já que 1) foi churrasco e tenho amigos veganos/vegetariano, 2) tem gente que não tá respondendo minhas mensagens (isso é indireta, para de sumir do nada e n responder quando eu pergunto da vida) e 3) distância. Independente disso, fiquei maravilhada de ver todos os meus amigos que puderam vir se darem muitíssimo bem e conversarem entre si, apesar de serem grupos diferentes, como nas fantasias infantis que, eu acho, todo mundo tem de fazer todos os seus amigos serem amigos entre si também. Fiquei tão feliz que, na hora de dormir, demorou para a ‘ansiedade feliz’ passar e eu parar de pensar no dia —devo ter gastado umas duas horas só para dormir— e aí acordei segunda toda cansada. Originalmente, antes dos meus pais virarem para mim e falarem “Vamos fazer churrasco pro seu aniversário”, o plano era sair com todo mundo, tomar um café, e com os grupos separados, né, afinal, moramos todos em cidades distintas (e agora que tem gente na facul em BH, piorou né kkkk). Ainda quero, principalmente agora que tenho dinheiros que ganhei de aniversário dos parentes, mas é um plano para o próximo tempo livre em comum que todos tivermos.
E no dia do meu aniversário mesmo, a professora de matemática do curso passa, de surpresa, SIMULADO. Foi “incrível”. Mas no intervalo, antes do simulado, comprei um salgado (independente de ter glúten ou não, era meu aniversário, então restrição nenhuma me segura…não que eu não saia da dieta em outros dias, às vezes…) e um copão de 770 ml de suco de laranja e morango!!!!!!! Delícia, fiz matemática comendo e bebendo meu lanchinho. De noite tinha teatro, um monólogo muito interessante de uma cana-de-açúcar: primeiro teatro que precisei usar meus conhecimentos de geografia e história, e até inglês para apreciar: falou de comodity, plantation, escravizados, money and the damned empresários (sim, não lembrei a palavra em inglês) behind the monocultura de cana-de-açúcar e, claro, da sua presença ao nosso redor, desde o pastel com garapa ao etanol do carro. Mas não nego que avoei algumas vezes durante o monólogo, pensando em detalhes não importantes como o jeito que a sombra fazia o rosto da atriz distorcer, e em detalhes importantes sobre a performance: os movimentos da atriz, super flexíveis, mas a voz dela era baixa em alguns momentos (e estávamos nas cadeiras do meio), como ela “equilibrou” o palco usando o banco que usava para sentar, que ficava pendendo de um lado, e ela ia falar do outro… coisas de teatro.
E o teatro: indo muito bem! Faço amizades, me divirto, e devo apresentar-me logo antes do Face, uma apresentação pequena, claro, e apenas se as circunstâncias de julho permitirem, mas me animo: apesar de ainda não termos decidido, eu e a minha dupla, o que apresentar, é muito incrível pensar em me apresentar (e, também, assustador). De resto, adoro. E, sendo parte da Casa do Teatro, não pago para ver os espetáculos!!!!! (esse da cana já era gratuito, no entanto.)
Nos psicológicos da mente, tenho refletido do meu defeito mais mortal: arrogância. Não falo muito, por não querer mostrar tanto desta parte feia de mim, mas, na minha vida toda, sempre, sempre, fui arrogante. De modos diferentes, e, se me permitirem a arrogância (hehe), de modo escondido, diria. Não acho que me mostro como arrogante na maior parte do tempo —talvez, só na hora de falar mal dos outros. Enfim, no fim, não achei resposta para como me consertar, nem aos poucos: para quem viveu arrogante a vida toda, é difícil mostrar a verdadeira modéstia, principalmente para quem passou da arrogância com complexo de inferioridade e de herói para a arrogância ‘egocêntrica’ e de complexo de anti-herói: duas arrogâncias que apesar de essencialmente diferentes, ainda são irmãs. É meu jeito de falar da pessoa tímida que um dia eu fui e da pessoa “quase confiante” que eu sou agora. E, ultimamente, pensamentos egocêntricos me ocorrem com mais frequência. É estranho ter a consciência de não ser melhor que (quase) ninguém, com o coração falando “na verdade…”. Mas paremos por aqui este assunto.
Várias coisas aleatórias aconteceram também: pequenos encontros estranhos na rua, com pessoas, animais e insetos, com conversa ou só observação, um pé torcido (ainda doendo, mas andando), conversas simples…mas o que mais me chamou atenção foi a falta de crises de ansiedade sérias. Sério, tudo foi culpa do ensino médio (ou das pessoas que tive o desprazer de encontrar lá — “encontrar”, não “conhecer”, afinal, eu apenas achei que conhecia).
Quase tenho medo que seja a ‘calmaria antes da tempestade’, mas eu vou aproveitar essa tranquilidade por agora.
[Parágrafo extra pós postagem do texto pq certo alguém n gostou de eu n ter incluído que] Eu e o povo de OB tamo organizando uma campanha de RPG, clássico DnD, então agora eu tenho duas personagens para montar para dois RPGs diferentes, esse e o de Ordem.