rodopiei sob as asas escuras do pássaro carniceiro
foi onde deixei toda minha poesia
sonhando com um buraco no peito
onde antes um coração vermelho guardava a infância
não sei quando vou chegar
mas sinto que preciso descalçar os pés e pisar no sol
enraizar os joelhos na capela de barro
clamando por uma segunda chance
talvez assim consiga pernas para continuar
a tenra viagem pelos feixes de luz
pelos castelos de pedra sabão
empunhando a espada do amor
levando títulos de bondade e sabedoria
para todos aqueles que semeam sonhos