As vezes
Quando brinco com
o impossível
o concreto
os pássaros
as árvores
os acordes
as divindades
Tu
é o possível
a abstração
as folhas
as melodias
os demônios
Para sempre eternas crianças
brincantes das realidades
corpo-infinito
moldamos o tempo
Fazemos do espaço
Espiral-Rio
Tudo é poético-cor-de-rosa ao seu lado
Tuas tranças marcam caminhos que gostaria de andar
O teu colo é oceano acalento
Teu olhar é um abraço
Tua boca é fuga, prazer, viver
Tudo em ti é tão épico
Tão único
Tão arte
Que me questiono
Se tu não virias apenas a ser um conceito
Mas qual?
Loucura?
Universo?
Carinho?
Amor?
Saudade?
Acho que é tudo.