Neguin

De corpo eu nem sou tão neguinho assim
Mas minha alma é preta.
E sendo ou não consequente,
Almas escravas,
Algemas no pulso dos meus
E a mente que tá presa
Então um brinde a boêmia.
Num fone sinfonia.
Eu também sou um anjo
Mas arrancaram nossas asas.
E a nota de repúdio hoje eu faço a caneta.
E no olho que brilha,
Diamantes que vem da lama,
Sangue derrama
De um jeito irracional.
Neguin,
Eu vivi negro drama
E hoje lagrimas negras caem
De um jeito tão lindo.
Desde os 6 eu sou o homem da casa,
Não menino.
E eu não posso parar
Por isso ainda tento.
Não apoio nem direita
E nem esquerda,
Por que como disse Djonga
Meu povo ainda segue tomando no centro.

Publicado por Skunk

Nada demais, só mais um entre muitos. Ninguém importante, apenas mais uma palavra em meio a rios de frases. Só mais um poeta em um mundo desolado...

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