Já faz bastante tempo que eu não escrevo um texto, mas eu te garanto que cada linha que já fiz, cada rabisco e rascunho, cada letra que ouvi, cada batida do meu coração e do meu ser são dedicados à você. Eu não entendo quando você diz tudo já que eu tenho tão pouco e mesmo assim, consigo compreender os seus sentimentos. Talvez isso seja empatia?
Tem tanto tempo que cada música que exista fala de você, mesmo nos pequenos detalhes. Quando as batidas são rápidas me lembra do seu jeito de falar, que sempre foi rápido feito um tiro certeiro e “de tanto levar, frechada do teu olhar” eu já me rendi como seu alvo. Os bpm’s mais calmos me lembram da paz que você me traz com seu olhar, e até entendo o Projota porque minha alma agora “só quer paz”.
Quero fazer de ti meu momento favorito, e o segundo favorito, e o terceiro, e o quarto… E o quarto? Quero botar fogo nele junto com você. Fazer dele nosso refúgio, nosso quarto de guerra onde eu consiga mostrar minha fé na gente. Fazer dele a tempestade no nosso copo d’água enquanto você se molha, e que ele seja meu abrigo caso esteja em seca. Quero passar noites em claro admirando a lua, e por falar nela, quero esfregar na cara dela que eu finalmente achei algo mais lindo. Que seja nossa intimidade e nossa exposição. Que seja nosso campo minado e nosso cantinho seguro. Nosso lugar de leitura ou nosso estúdio de sons tão lindos quanto sua voz.
Quero escrever de novo pra você e só pra você, sem ter que te esconder em linhas e códigos. Mas apesar de tudo quero que seja só minha, nem que eu tenha que te esconder em morse pro mundo não nos entender. Quero que seja meu ônibus das 18h no horário de pico e meu trem das 11h em uma época que já não volta.
Finalmente entendo um pouco mais o Baco, naquelas linhas em que ele diz “saudades me fazem fazer loucuras que sei que tiram minha paz” quando eu pensava em te mandar mensagem mesmo sabendo que não podia. Ou naquela outra depois dos nossos primeiro e segundo fins, “mensagens, olhar pro celular me faz olhar pra trás” e ainda ter que engolir que “as verdades difíceis de lidar são as que doem mais” mas jamais te fiz uma prioridade que virou um tanto faz.
“Ser seu e ser sincero, me quer então eu me entrego.”
E em “Piscina vazia” ele tava certo, gostosas realmente ouvem Baco.
Quero me deitar nos seus braços, me perder na sua cintura, sentir seu toque e respirar sua pele. Quero me embolar nos seus cabelos e sorrir com seus sorrisos. Quero continuar de onde nem começamos, aquele dia aqui em casa e terminar de, isso eu não preciso falar, preciso?
E poha, como o Puma tinha razão quando ele disse:
“Ela me vira da cabeça aos pés,
Eu amo o jeito que me olha.”
E como diria o Derxan:
“Se eu disser que não gosto do jeito que me olha
Vou estar mentindo”
E sim froid, como eu pagaria tudo pra ter um Hat Trick…
Quero voltar a ser poeta de romance, quero voltar a ler e te ver em cada linha de forma que as linhas dancem, se reorganizem e formem seu rosto.
Quero tardes de pôr do sol com um livro ruim, minha voz rouca, um maço de cigarro e você rindo de mim enquanto pede pra apagar o cigarro. Quero garrafas baratas de vinho e cervejas de bar de esquina com um papo furado e dispensável enquanto eu só penso em como sua boca é tão beijavel…
Quero madrugadas de chuva enquanto eu imito algo de um jeito tão ruim que pareça bom. Frases e poemas baratos de pinterest, tão vazios e rasos que pra nós tenha um significado maior e profundo enquanto a gente discute sobre eu achar Anarco-Capitalismo interessante e você simplesmente acha absurdo isso.
Não quero caminhadas longas sem rumo, quero uma estrada inteira sem fim pra nunca ter que me despedir em alguma esquina e te ver só na outra semana.