Quem eu sou?
Nunca ouvi pergunta mais idiota
Uma pergunta direta, não torta
Que destrói meu ser.
Estou fragmentado
Um circuito quebrado
Circuito que não posso escapar já que esse sou eu.
Na história da minha vida eu sou vilão
Me saboto, me chateio
Sinceramente eu me odeio
Mas quando penso isso eu lembro
Que naquele momento
Era só eu, se estou aqui é graças a mim, ou por minha culpa se preferir falar
Só eu me odeio
E pra me odiar tem que estar no meu lugar
Da mesma forma que fui vilão eu fui herói
Essa dualidade sempre se confronta
Me saboto ou não?
Será que um dia eu irei sucumbir?
Eu não sei, e vou adorar descobrir
Já que nesse melodrama
Eu sou meu maior espectador
E o mais atento
Já que estou ali vivendo
De momento a momento
Até que no Gran finale eu possa com propriedade dizer:
Esse sou eu.