Corpos na neblina,
teu calor queima a geada —
febre em pleno inverno.
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Frio no meu rosto,
mas teu olhar me aqueceu —
neve virou flor.
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Risos ao redor,
mas meu passo é solitário —
neve esconde o som.
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Vidas deslizam,
como sombras sobre a neve —
nada permanece.
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Branco sem fim vai,
entre árvores caladas —
o tempo respira.
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Passos na neve,
ecos de um tempo distante —
sorrisos guardados.
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Multidão na neve,
risos cortam o silêncio —
inverno em festa.
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Brisa que arrepia,
silêncio veste a paisagem —
neve adormecida.