Eu não entendo porque estou escrevendo esse texto já que nenhuma palavra importa.
Nenhuma palavra é capaz de expressar o sentimento de estar ausente de todos.
Nenhuma delas vai poder fazer você me olhar.
Você, que não é o que eu preciso.
Preciso de mim, mas é tão difícil me encontrar.
Preciso de mim, mas esse meu eu é tão ferido.
Se um dia eu me encontrar acho que vou querer desistir e morrer.
A morte seria apenas o reflexo de uma vida que não foi escolhida, de uma concepção que direcionou-se a dor.
De um cordão umbilical que me fez amar e odiar.
De uma tristeza sem par que invade e não vai parar.
Uma busca por algo que não existe, por uma felicidade dos sonhos.
Lidar com a dor é muito difícil, principalmente quando não se tem outra opção além de enlouquecer.
Não ter opção é muito difícil.
Vou ter que escolher sentir, mas com que permissão?
Qual a permissão que eu tenho de sentir?
Não sou nada sem dinheiro e o dinheiro evapora, o sentimento atrapalha o objetivo de ser alguém nesse mundo.
Não importa.
Talvez valesse a pena mesmo acabar com tudo, mas só entende isso quem já passou.
E a dor não para de brotar, mas não tem quem olhe.
E se olhar, vai fugir.
Se fugir, vou chorar.
E depois de chorar, vou querer desistir.
E depois de desistir de desistir, vou começar a escrever esse texto, na esperança de um dia ter coragem de terminar com… o texto da vida.