]

Tempo de Leitura: 2 minutos

Demorou um pouco, mas finalmente o texto sobre o que eu achei de 2024. Apesar de o texto “[” ter sido escrito em verso, este será escrito em prosa mesmo (e muito esforço, porque o teclado ainda continua ruim).

Eu digo com muita certeza que 2024 foi o ano mais tranquilo que eu tive desde o fundamental, e provavelmente vai demorar até um ano assim acontecer novamente, considerando o que me espera no futuro. Foi um ano onde eu conheci novas pessoas e provei de novas experiências e novos conhecimentos, descobri-me melhor e entendi mais sobre como lidar com os meus sentimentos, além de descobrir novas palavras que rotulam a pessoa que eu sou e quero ser e me considero ser (e neste início de 2025 também). Acho que sim, eu cresci como pessoa, mesmo que pouco, mas todo passo dado em estrada longa vale, não é mesmo? Se eu for comparar este início de 2025 com o de 2024, temos vários paralelos, não é mesmo? Novamente preparando-me para ir para a universidade, esperando minha nota sair e procurando um lugar para morar (é, vou precisar procurar novamente). Mas sinto que estou menos ansiosa quanto a isto, e mais preparada. Afinal, tive um ano inteiro para pensar como farei. É verdade que, quando eu me mudar, meu relacionamento se tornará à distância, mas eu e ele estamos nos preparando para lidar com isso, e com certeza vamos superar esta pequena dificuldade, pois eu confio nos nossos sentimentos (ai que brega kkkkk mas é verdade).

2024 será um dos poucos anos desde que me tornei adolescente/adulta que eu considero que foi realmente aproveitado, com momentos bons, com pessoas boas ao meu lado, e bastante crescimento pessoal. Foi um bom ano. Teve suas tristezas, claro, mas faz parte da vida.

Obrigada a todos que fizeram parte deste 2024 comigo, e que continuemos juntos este ano também.

o encontro das almas

Tempo de Leitura: < 1 minuto

E no lento serpentear, triscou no irmão
cabeça no chão marcando as passagens
de uma margem para outra
as imprecisões, o equilíbrio fluído
a rigidez em um ponto de controle
representando os sonhos que antecedem cada romper
a consciência não cabe
não se limita aos pedaços do presente
pelo rumo do tempo, escapa
talhando-se sobre cada convolução
sem inibir os pulsos do coração

19/09/2024

Quando Nós

Tempo de Leitura: < 1 minuto

As vezes
Quando brinco com
o impossível
o concreto
os pássaros
as árvores
os acordes
as divindades
Tu
é o possível
a abstração
as folhas
as melodias
os demônios
Para sempre eternas crianças
brincantes das realidades
corpo-infinito
moldamos o tempo
Fazemos do espaço
Espiral-Rio
Tudo é poético-cor-de-rosa ao seu lado
Tuas tranças marcam caminhos que gostaria de andar
O teu colo é oceano acalento
Teu olhar é um abraço
Tua boca é fuga, prazer, viver
Tudo em ti é tão épico
Tão único
Tão arte
Que me questiono
Se tu não virias apenas a ser um conceito
Mas qual?
Loucura?
Universo?
Carinho?
Amor?
Saudade?
Acho que é tudo.

Dezembro

Tempo de Leitura: 3 minutos

E aqui estou eu, mais uma vez, com o teclado ainda bugado, para escrever o meu último texto-mensário do ano. Foi um mês bem tranquilo: festas de fim de ano, cortei o cabelo, o trabalho continua na mesma, o namoro continua maravilhoso, consegui sair com as minhas amigas, apresentei na peça de teatro… Esse é o resumo básico das coisas.

O início do mês foi bem tranquilo, nada de diferente. Fiz os arranjos de presentes de Natal para meus avós, cartinhas bonitinhas e com sentimentos escritos à mão, e para o meu namorado, um cartão maior com uns desenhos bonitinhos, mais o presente que eu comprei e uma caixa de bis. Finalmente eu cortei o cabelo, e ficou lindo, que nem toda vez que eu corto cabelo, né hihihi, mas eu sinceramente adoro usar meu cabelo curto, na altura logo acima do ombro, e agora também, com franja. Pena que meu cabelo cresce rápido e não tem como eu pagar um corte sempre, mas eu aproveito enquanto posso.

Aí chega os Natais, um que eu passei junto do Antônio (meu namorado) e da minha família por parte de mãe, e o outro com a de parte de pai. O primeiro foi onde eu entreguei os presentes que eu fiz, e foi muito legal ouvir dos meus avós o que eles acharam das minhas cartas… que infelizmente eram só três. Quanto ao Antônio, claro que ele amou os meus presentes, e claro que eu amei de coração os que ele meu deu :-3. Foi bem divertido, a gente conversou, comeu, gravou um vídeo pra uma página do Insta que posta gravetos legais (ainda esperando o meu aparecer, mas deve demorar) (a página é @officialstickreviews), e eu até entrei na piscina com ele (eu não curto muito piscina, mas com poucas pessoas, e claro, com o meu namorado, é bem mais divertido) (meus motivos de ir pra piscina apesar de não gostar foram completamente puros ta bom >:-/ kkkk). Ganhei até que umas coisas legais da minha família, mas dei o azar de ganhar um delineador que veio seco. Na outra festa, o Antônio não conseguia ir. foi bem tranquilo, comi e fiquei no meu canto. Só ganhei uma garrafinha no sorteio, ninguém me deu mais nada (não falo isso por ter ficado chateada, mas para destacar os fatos. Natal não é só sobre presentes, né, mesmo quando se é ateia… mas foi paia mesmo assim). No dia do Natal mesmo, eu só não fiz nada: passei o dia na cama scrollando pelo Instagram e jogando, como uma verdadeira vagabunda.

Agora, no meio disso tudo, finalmente era o dia da apresentação da minha turma de teatro, O Malandro, adaptação da obra de Chico Buarque, “Ópera do Malandro”. Durante todo esse meio de ano, desde depois da minha última apresentação, estávamos planejando e ensaiando. Claro, dá pra contar nos dedos de uma única mão quantos ensaios com todos os atores nós tivemos, mas acredito que cada um fez seu melhor. Estávamos até meio desanimados com o nosso desempenho, e até cometemos alguns erros e esquecemos falas que eram incríveis para a parte da comédia, mas em geral, nós arrasamos, inclusive eu (com toda modéstia hahahah). Falei alto para todos ouvirem, gesticulei, não me perdi no personagem e ainda dei um show (com toda a modéstia do mundooo, juro). Como artista, sinto que melhorei muito a minha performance. Hoje fui devolver o figurino, e me contaram (acho que não era para ter contado porque me pareceu um pouco pessoal? não sei, mas vou compartilhar) que a nossa professora ficou muito orgulhosa e quase chorou, que nós tínhamos superado as expectativas dela. Me senti muito orgulhosa de mim mesma e dos meus colegas. Apesar de não ter ficado muito próxima deles (na minha perspectiva), fico feliz de ter conhecido estas pessoas, assim como fico feliz de ter um dia entrado para o Cesuras. Apesar que provavelmente darei uma pausa dos palcos por enquanto, por causa da faculdade, tenho certeza que volto a “teatrar”, um dia. O meu nome artístico de teatro, “Renard”, ainda vai passar por muita coisa, eu espero.

Por enquanto é isso. Tenho que planejar o texto final de 2024, também, mas fica pra depois. Vou viajar neste fim de semana para o Ano Novo, e tenho muita coisa pra arrumar. Enfim, acho que vou continuar escrevendo estes textos, talvez não no mesmo modelo de colocar os nomes como os meses, para não ficar repetitivo, né. Quem sabe até não escrevo mais. Ou menos, visto que ano que vem com certeza vai ter muita coisa me ocupando. Só sei que esse ano foi um bom ano, um bom descanso dos quatro anos anteriores, eu diria. Um ótimo ano para me entender melhor, se não ainda o suficiente (existe isso de se entender suficiente?). É isso.