A Nova Eva

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Litúrgica
Infernal
Lírica
Impenetrável
Trovadeira
Histórica

Nasce assim o corpo algoz. Algoz do Pai. Aquela que não se deita, faz seu reino em pé.
Filha da Noite e da Fúria. Construto de terra. Anti-Gaia. Faz assim seu reino voando.
A maior das estátuas és tu floresta perdida. Campo novo. Homem. Mulher. Mistura. Morte.
Balas de fuzil.
Nasce uma travesti. Nasce Lilith.

Incerto

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Quando os olhos querem pular fora de tanto pulsar
porque as pedras que eles carregam já transbordam em lágrimas
e o coração não aguenta a mudança frequente de rotina.
Há gelo nas costas, mas as pernas estão imersas em um oceano quente.
Os vultos e formas noturnas fazem seu trajeto errante pela visão saturada de alguém que já não vive.
O que resta?

Passou

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Passou. Vamos desamarrar isso direitinho né, esse nó todo. Me vejo agora escutando romantic homicide e escrevendo sobre algo que passou… Não, não é sobre nenhum romance, nem alguma história de superação em relação à alguém e não é nenhum pouco homicida. É belo, é belo que passou o estado do meu eu que há uns 8 meses estava comendo batata doce em sua antiga casa, com a penumbra do final de tarde ainda meio cinzenta, estudando sobre processos históricos do Brasil e se sentindo tão mal por estar apaixonado por alguém que indubitavelmente era uma pessoa horrível e tão mal por existir num processo histórico, não do Brasil, mas de sua própria vida. Já sentiram a luta de si mesmo contra os próprios sentimentos? E a luta de si mesmos contra alguém que te deu a vida? Na época, um simples possível relacionamento tóxico (está mais para uma paixão completamente carente e desestruturada por alguém tão babaca) e uma mãe que nunca te ouviu de verdade (e que te suprimia em um ego materno fanático religioso) já era suficientemente capaz de causar um estrago em minha alma; e criar um campo energético completamente envolto em névoas tão densas e mais densas que um objeto na velocidade da luz oscilando no espaço (ok, isso foi um pouco exagerado). Mas agora não é bem assim… eu poderia até expressar o que digo com algum tipo de lágrima digital, essa lágrima digital seria na verdade um tradução do que sinto de forma escrita com nome de sentimentos e sensações físicas, que me fizeram derramar algum tipo de choro silencioso e abafado há 8 meses, mas vamos deixar isso de lado. O importante é que agora é diferente, a dor vai vir e virá, mas alguma coisa floresce nessa aura que existe ao meu redor. Talvez seja algum tipo de achismo sobre como a minha história pode melhorar como nos livros e filmes…talvez… Mas romantic homicide trouxe outra coisa até mim: vai passar, não apenas o romance homicida, mas tudo mesmo, até aquela sensação de 8 meses atrás ao ouvir romantic homicide e querer morrer, e gostaria de dizer que eu te amo. Esse eu te amo é só uma frase forte para dar intensidade ao meu texto, já que,como dito anteriormente, não sei nome de sentimentos e sensações. Mas um eu te amo verdadeiro é uma sensação e sentimento poderoso, por isso deixo vários eu te amos traçados nas linhas do universo e da mudança do tempo e das coisas, das minhas coisas, eu te amos se aproximam, assim como o sol se aproxima no alvorecer para arrancar toda penumbra envolta de silêncio e dor. Há de raiar, há de passar.