Do vazio,
Surge o corpo.
Depois, o movimento
Ele possui o vazio corpo
Que do vazio havia surgido
Mas vazio, não estava mais
O movimento, ao preencher o corpo
O movimenta, e começa a bater
Bombeando mais movimento
Por dentro de seu ser
Ao bombear movimento
O corpo anda,
O corpo pisca,
O corpo respira,
O corpo fala,
O corpo segura,
O corpo solta
E o corpo vive, ele muda
E talvez, as mudanças não sejam boas
Mas o movimento, continua
E o movimento, sempre a preencher
E com o tempo, o corpo ele fará crescer
Mas o tempo, talvez não seja tão gentil
Ele trará o fim até ao movimento mais sutil
O tempo vai parar o movimento
Ele vai arrancar do corpo todo o seu preenchimento
E sem movimento
Não há mais batimento
O corpo para
E parado, não há mais como preencher
E o corpo, vazio, torna a ser