Teus olhos carregam o espaço inteiro,
não têm borda, não têm fim.
Quando me perco neles,
o tempo desaprende a existir
e tudo em mim desacelera.
Há luz ali que não cega,
apenas chama.
Galáxias silenciosas giram
onde meus medos se calam
e meus sonhos criam coragem.
Teus olhos guardam promessas
que nunca soube nomear,
mapas de estrelas
que apontam caminhos
direto ao teu nome.
Se o universo insiste em ser mistério,
eu aceito —
porque é nos teus olhos
que escolho me perder
e, ainda assim,
me encontrar.
Seus olhos
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