Julho (esqueci de postar antes kkkkkkkkkkkkkk)

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Mais um mês… sinceramente, foi mais rotina que nada. Primeiro mês trabalhando, foi tudo bem tranquilo, todos no escritório são bem legais, e já estou acostumada com o trabalho em si. Apesar de ser meio longe de casa, não é tãããão mais distante do que de casa até o pré-Enem, só umas ruas a mais; mas caminhar tudo às 12:00, antes de almoçar, às vezes é complicado haha…

TEATRO!!! Julho é o mês do FACE (Festival de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete), e eu sou aluna da Casa Do Teatro, né, portanto, chegara a hora da apresentação que eu e Camila (minha dupla) nos preparávamos hihihihi (eu mencionei isso anteriormente? não me lembro, mas enfim…). Dia 12 estava eu indo embora do curso mais cedo para me preparar (era também o último dia de aula antes das férias) e algumas horas depois, cheguei, no final do espetáculo anterior. Eu e minhas colegas estávamos esperando liberarem os camarins para a gente (porque estavam sendo usados pelos atores do espetáculo anterior e pelas crianças da turma infantil) mas tava demorando MUITO, então a gente foi se arrumar no banheiro mesmo. Eu já estava com a roupa que eu ia apresentar, então parti direto para a maquiagem, que tomou um certo tempo e eu terminei antes de liberarem os malditos camarins… Imagina a loucura que seria todas nós e mais os outros se arrumando ao mesmo tempo se tivéssemos esperado esvaziarem lá???? Enfim, maquiada, com o figurino arrumadinho, eu e todos fomos depois esperar nos camarins (e, no caso dos meus colegas, terminar de arrumar) nossa vez. Começou com as turmas infantis (queria ter assistido, mas precisávamos estar ali em prontidão para entrar né), e logo em seguida foi nossa turma. Isso pegou a gente de surpresa, pois a gente jurava que seríamos a última turma a se apresentar, então nem teve nenhum discursinho antes de entrar no palco. O diálogo que eu e a Camila íamos apresentar era a cena da conversa entre o Pequeno Príncipe e Raposa, e na ordem de ir pro palco estávamos bem no meio da lista. Eu assisti os diálogos e monólogos dos meus amigos que foram primeiro do cantinho da porta, na base da escada dentro do camarim (ou seja, via nada, só ouvia mesmo), e alguns deles realmente foram muito, muito bons. Então chegou nossa vez. Sinceramente, durante todo este tempo, eu nunca estive nervosa, tudo o que eu senti era agitação e animação, e só pensava em como ia ser incrível, que ia dar tudo certo, que eu ia fazer tudo bonito e minha família e meus amigos estavam lá para assistir, então eu daria o meu melhor!!!!!!!!!! Entrei por trás do palco e me posicionei aonde eu tinha que ficar. Pensei “não esquece de falar alto”, e fui.

FOI SUPER TRANQUILO, e foi a minha primeira vez apresentando para um público assim, de cima de um palco, né. Eu fiz tudo certinho… bom, exceto por uma coisinha, mas depois a gente fala sobre isso; o ponto é: fiz meu melhor. Ainda vi meus pais na plateia logo no final, gravando, e só dei um sorriso enquanto finalizava, sem hesitar na atuação. Ser a Raposa foi uma experiência muito divertida~

Quando acabou, eu e Camila voltamos ao camarim, e decidimos sair e ir assistir às outras peças. Ficamos no corredor, contra a parede mesmo, vendo o resto das apresentações da nossa turma. Dali eu vi os meus amigos do curso, a Bianca, o Samuel e o Antônio do lado do teatro, dei um tchauzinho para a Bianca. Fiquei um tempo mais assistindo, aí a Bianca veio falar comigo, os outros amigos da Camila foram falar com ela, e eu fui com a Bianca para falar com os meninos. Fiquei ali um tempo, assistindo as apresentações da outra turma com eles, até os meninos precisarem ir embora, então eu e a Bianca voltamos para onde a Camila tava (elas são amigas a mais tempo que eu sou das duas) e ficamos assistindo. Fica um tempo assim, e “logo” me vem a realização: esquecemos de fazer uma parte do diálogo!!!!!!!! Correu tudo tão fluido na nossa apresentação que eu nem reparei (e nem ela) que faltou uma parte. Eu conferi depois na gravação, e o problema foi que ela adiantou uma fala e eu nem percebi e continuei a partir dali. Mas, mesmo assim, não fiquei triste triste. Um pouco chateada que a gente esqueceu A MELHOR PARTE do diálogo (“Só se vê o bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos….Você é eternamente responsável por aquilo que cativa”), sim, estou. Mas foi tão bom, que ninguém realmente reparou (exceto a professora kkkkkkkkkk e a minha mãe….e provavelmente todo mundo que lembrava da cena do livro), e meio que ficou parecendo que a gente “disfarçou o erro” muito bem, quando a gente só esqueceu completamente mesmo, hehe… Enfim, depois de todos apresentarem, houve a entrega dos certificados para nós alunos, certificado de que participamos naquela apresentação, e depois fotos e fotos. E acabou a noite. Por fim, meus pais me perguntaram sobre meu nome artístico (que eu esqueci de avisar que tinha) e por que eu não usava meu nome real (porque Renard – raposa em francês, nome que eu escolhi antes de escolhermos o diálogo que apresentaríamos, por sinal – é muito mais legal, e ninguém nunca vai me fazer mudá-lo, até porque seria um trampo, já que já tá no certificado).

Sobre o resto do FACE: infelizmente fui só em três espetáculos… mesmo eu, como parte da Casa Do Teatro, tendo entrada gratuita. Eu só não tive o tempo… Mas gostei dos que eu fui, hehe.

Como estão indo minhas férias? Normal, normal, fui na casa da Bianca ver o povo jogar RPG de Ordem Paranormal, arrumei casa, joguei Genshin com o Antônio (finalmente um amigo que joga genshin/o celular aguenta o genshin), fui na psicóloga… fui em três eventos de família… e só fiquei ansiosa em um!!!!!!!!!! : D. Bem traquilo, aproveitando minhas tardes livres (de manhã é o trabalho).

Acho que as únicas coisas notáveis para serem faladas além disso tudo é sobre a confraternização que teve lá no curso do pré-Enem antes das férias (a gente jogou UNO, comeu, a Bianca levou o violão e cantou e eu também cantei um pouquinho), a que teve na aula de teatro depois da apresentação (comemoração da apresentação e aniversário da professora), e o aniversário de 15 de uma outra Letícia que eu conheço, que eu fui e dei carona para a Camila também (foi ok, achei uma amiga da aula de inglês lá [eu já terminei o inglês a muito tempo], a gente conversou, tirei foto com ela, e também com a Camila e a namorada dela, Sol [aquelas máquina de foto que tem em festa, sabe], e comi bastante batata também ksksksksk).

Agora que passou Julho, dá para falar que o ano tá sendo bom, né? Ou, se o resto for horrível, pelo menos uns 60% foi bom kk. Estou planejando ir no IF em agosto, se tudo der certo, para ver o povo desse Cesuras maravilhoso (amo vcs).

Queria ser amado…

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Por que me sinto tão triste, tão perdido?
Por que esse cansaço me invade o ser?
Sinto que sou insuficiente, tão diminuído,
Como se o mundo me rejeitasse sem me entender.

Por que essa sensação de vazio me consome?
Por que essa dor que parece não ter fim?
Será que é porque, no fundo, meu nome
É um eco de alguém que não sabe amar a si?

Por que me sinto assim, tão distante do que sou?
Será que a falta de amor próprio me fez naufragar?
Será que a falta de afeto por mim me deixou
À deriva, sem rumo, sem um porto a alcançar?

Por que me sinto assim, tão distante do que sou?
Será que a falta de amor próprio me fez naufragar?
Será que a falta de afeto por mim me deixou
À deriva, sem rumo, sem um porto a alcançar?

Talvez, se eu pudesse aprender a me amar,
Esse peso no peito começasse a aliviar.
Mas até lá, continuo a perguntar:
Por que me sinto assim, tão difícil de aceitar?

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Perder alguém que você gosta é uma dor profunda,
Um vazio que o coração não sabe preencher.
É algo inevitável, uma verdade imunda,
Que nos deixa em pedaços, sem nada a oferecer.

Eu poderia ter feito mais, mantê-la ao meu lado,
Ser melhor, ser aquele que ela merecia ter.
Mas fui tolo, deixei o tempo escapar calado,
E agora, o arrependimento é tudo o que posso ver.

Eu queria tê-la de volta, reconstruir o que quebrei,
Consertar o que arruinei com minha própria mão.
Mas o que resta é apenas o que deixei,
Uma ferida aberta, uma amarga sensação.

Será que mereço ser amado por alguém?
Essa dúvida me corrói, me faz querer morrer.
Talvez o erro seja todo meu, e por isso também,
A culpa que carrego, é o preço a se pagar por não saber viver.

Agora, só resta a saudade, a lembrança do que foi,
E a esperança, mesmo frágil, de um dia refazer.
Mas talvez, o que foi perdido não se reconstitui,
E eu preciso aceitar que, em meu erro, falhei em ser alguém bom pra ela, eu realmente fui que nem os outros que ela tanto falava.

A MORTE

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Um dia, a morte deixa de ser um medo,
Transforma-se em esperança, silenciosa e calma.
Aquilo que um dia causava tanto enredo,
Agora é visto como um bálsamo para a alma.

No começo, é um sussurro distante, um frio temor,
Mas com o tempo, torna-se um pensamento constante.
Quando a vida pesa com sua carga de dor,
A morte passa a ser um desejo flutuante.

O que antes era pavor, agora é consolo,
Um fim almejado, um descanso profundo e desejado.
Na solidão, no vazio, surge um solo
Onde a morte floresce, aliviando o mundo.
Quando o cansaço se torna insuportável,
E cada dia é uma luta para sobreviver,
A morte aparece como algo desejável,
Um refúgio tranquilo, onde se pode se perder.

Ela deixa de ser apenas uma sombra à espreita,
E se torna uma promessa de paz e quietude.
Quando você menos espera, a busca é feita,
Como se fosse a última virtude.

E assim, o medo se transforma em esperança,
Um alívio para o coração tão cansado.
E a morte, que antes causava desconfiança,
Agora é vista como um fim tão esperado.

Amarelo-café

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o dia chega assim:

um amigo vem à porta

traz o pão para o café

a manteiga da roça faz

escorregar a prosa da manhã

livros, canções, estórias

a fogueira de ilusões antigas

guardadas na desesperança

a Macondo de Marquez

a Petesburgo de Dostoiévski

a Jerusalém de Amós Oz

a Budapeste do Chico

promessas, promessas

na fluência do Rio Doce

Krenak me conta

do sonho e da terra

os livros em cima da mesa

senta-se a ela minha ausência

xícara cheia de nada

na ânsia-desejo de tudo

fome antropofágica

– Carne de minha perna!

licor tropical onde bebo a poesia