Barulho alto, pessoas.
Sozinha, aperto no peito.
Espelho, insegurança.
Medo, falta de confiança.
Feliz, sem sono.
Comparação.
Vozes na cabeça me diminuindo.
Apatia.
Blog Literário
Barulho alto, pessoas.
Sozinha, aperto no peito.
Espelho, insegurança.
Medo, falta de confiança.
Feliz, sem sono.
Comparação.
Vozes na cabeça me diminuindo.
Apatia.
Vem do nada
Uma espera
Ansiedade velada
Palavras são escritas
Para preencher e esvaziar.
Silêncio.
Ruído abafados de conversa no fundo.
Cliques e bipes de telefones e máquinas.
Barulho de carros e motos passando na rua.
Sozinha, eu espero alguém chegar.
Penso, pois não há nada mais o que fazer.
Ouço o pouco a ouvir-se.
Vejo pessoas na rua.
Observo a sala onde estou.
E espero.
Esse texto saiu atrasado, mas não importa. A série vai continuar até o fim.
Todo mundo ao meu redor tem um objetivo.
Planejam e desejam, certos de seus sentimentos.
Eu, 18 anos de idade, não tenho nada.
Apenas pensamentos vazio, motivados pelo “não existe não escolher algo”, “melhor opção”.
Dói me comparar e sentir que eu fiquei para trás.
Eu tenho medo dessa falta de propósito. Do vazio.
Sentindo que não ne encaixo.
Todos eles tem planos: independência financeira, trabalho, casamento, ideologias por que lutam.
Eu finjo ter.
Não é um sentimento que qualquer um pode entender. Então não falo.
Mas às vezes, transborda.
Não quero existir.
Mas já existo há tanto tempo que me apeguei aos poucos privilégios de ser.
Não quero lutar para existir, mas não consigo deixar de existir. Por que eu faria falta, e isso é o pior de tudo.
Eu me sinto parasita, sugando o melhor das pessoas ao meu redor enquanto posso. Até não poder mais. Até chegar o momento de desistir.
Não consigo descrever mais. Desculpa.