Você

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você é como o solo de guitarra

da minha música favorita,

perfeito,que eu ouviria por horas.

você é como os pagodes

que eu ouço,

alguns são indiretas pra você

e outros me lembram você.

você é um sentimento

que não sei explicar qual que é

mas não é o amor

mas esse sentimento, não tem definição.

você é como “Última Noite”

que a gente viveu?

não,mas poderíamos ter vivido.

você é você,

perfeito mais com seus defeitos,

esquisito mais de um jeito que conquista,

seus olhos são como um paraíso.

você é você.

duas almas inseparáveis

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eu e ele,

duas almas inseparáveis,

por um sentimento mútuo.

duas almas inseparáveis,

que se juntam,se amam,

quando se separa,

esquece o que aconteceu.

eu e ele,

com medo de amar 

e de serem amados,

e com medo de

serem assumidos.

pode passar meses,

o sentimento continuará mútuo,

pode passar semanas,

você estará na minha mente.

duas almas,

que tentaram separar,

mas continuarão juntas,

até uma das almas,

desistir desse sentimento.

sinto saudades de você,

sinto saudades de nós,

mas será que nós,

realmente será nós novamente?

Tempo

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As coisas mudam tão rápido, depois de muito tempo de rotina.

E os meses! Como trem bala, correm, passam tão rápido! Num momento, percebo: já faz um tempo desde que minha rotina mudou, mas também não parece muito. O tempo flui muito rápido. É até mágico, de certa forma.

Mas também preocupante. Com o tempo passando tão rápido, parece que os desafios para qual eu me preparo também estão se aproximando mais rápido, me dando menos tempo de preparo. E sabe como é, eu sou alguém mais carefree, livre e descuidada, levando as coisas de maneira leve, o que é bom, mas para alguém com ansiedade como eu, é complicado: sempre se sente como se não fosse o suficiente o meu esforço atual, embora me recuse a mudar, afinal, às vezes o esforço não vale a saúde mental. É difícil achar o equilíbrio.

E aí, eu percebo: passaram-se vários dias, já! Já é abril, quarto mês do ano! Faltam seis meses para o ENEM, novamente! E faz um mês que comecei no curso e no teatro, apenas! E meu aniversário, também, está chegando, os assustadores 18 anos! Tem que pensar em presente, comemoração, etc… Tão rápido!!!!

Será que esta percepção de tempo é algo temporal, histórico? Os seres humanos da antiguidade, teriam eles sentido essa passagem veloz dos dias? Ou esse sentimento é fruto da ansiedade filha do capitalismo e sua pressa?

a morte do amor

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As árvores, ao encontro do vento, balançam tristes 

Pois nessa cinza manhã, esvaiu-se, da minha alma, o amor .

Que dor! 

Ah, que dor!

Dor essa que machuca meu peito, rasga meu ser e golpeia meu coração. 

Que rancor

Você piscou no momento que eu gritei, a flor se fechou assim que desencarnei

Ouvi o som do universo assim que a singela folha seca tocou o chão

Senti o início de um terremoto

O tsunami do seu desamor veio logo em seguida, me afogou e me findou. 

Frio, vazio e infinito.

A verdade da minha vida

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A verdade da minha vida (ou a verdade da minha atual vida)

Acho que a verdade está resumida naquilo que é mais simples e mais significativo

Alguns diriam que a verdade são textos que agrupados forma livros

Mas talvez seja algo menor que o morfema que abrange a compreensão e incompreensão

Essa unidade mínima de existência eu nunca vou conseguir entender

Mas acho que eu já entendi que ela está nos detalhes mais simples e exteriores a nós

Uma descoberta quase que irradiante de dentro para fora

ou de fora para dentro

E as pessoas mais bonitas são aquelas que tem isso nelas

Olhar para existência com um olhar de curiosidade e encantamento

A verdade da minha vida é saber que um final de semana qualquer

A unidade mínima de sentido bateu na minha porta, ou a arreganhou

E eu gosto disso, mas odeio também

Odeio por que eu sei que não tem como controlar meu destino

Isso é lindo, mas é feio.

Apenas sei que qualquer tentativa vaga de querer chorar e fazer birra para algo muda vai ser em vão.

Eu queria que as coisas fossem mais simples, assim como meus olhos enxergam a beleza de algumas pessoas e objetos.

Queria que as coisas fossem mais belas e que as pessoas (vulgo eu, também) fossem menos confusas.

Eu queria tanto que pudesse ser.

Mas minha intuição se confunde, pois ela sabe que não dá para controlar o amor nos tempos de cólera.

E eu quero vencer a cólera e a desesperança.

Eu quero vencer tudo isso, e ser movido por instinto.

Eu quero aceitar a unidade existencial que caracteriza quem eu sou.

Não consigo seguir esse fluxo de consciência que escancarou a porta.

Eu quero amar. Mas como, em um mundo tão paradoxal.

Eu me sinto paradoxal, sozinho em um conjunto de pessoas tristes mas que aparentam estar felizes, e que amam amar mas se lançam ao ódio, como faço agora comigo mesmo.