Romances Clichês

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romances clichês são meus favoritos

mais os que eu gosto de evitar.

uma boa poeta sofre isso,

mas nunca senti esse romance.

pessoas “comuns”

gostariam de um romance assim,

mas acaba se tornando

uma verdadeira paixão.

romances clichês

são feitos para adolescentes

que acreditando no amor

e que tem medo de não serem amados.

romances clichê

são aqueles casais

que se conhecem por acaso

com uma simples amizade.

romances clichês

era o que eu queria senti

ter alguém pra postar “Sunshine”

e falar que a amo.

sendo assim,

romances clichês,

são aqueles casais que combinam

e que a conexão é foda,

onde eu senti isso uma vez.

perdi a pessoa

que eu tive essa conexão

mais acabei encontrando outra,

onde eu estou escrevendo

romance clichê.

aiai,esses romances clichê

acabam com meu psicológico de poeta,

odeio isso,

odeio romances clichês.

Quartas-feiras

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vejo que quartas-feiras virou nosso dia

onde só fica eu e você

frente a frente

sem joguinhos de desinteresse.

as quartas-feiras deixo de ir embora

pra ir te ver,

passar um tempo é muito bom

que quase perco meu horário de ir.

as quartas-feiras viraram especiais

tanto que esqueço que tenho aula de manhã,

conto as horas pra poder ir em você.

sim,as quartas-feiras,

me apaixonei por você

e sinto que você sente o mesmo

só não quer admitir.

deixei minha vida de solteira

pra ser fiel a você,

principalmente nas quartas-feiras.

ser uma pessoa apaixonada

é estranho,

ainda mais por você

porque me apaixonei por você

e nas quartas-feiras.

quartas-feiras..

Fases Ruins

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“Sometimes I wish that I could wish it all away” – Wrecked, Imagine Dragons

Querendo ou não, é inevitável que dias ou fases ruins não aconteçam. São momentos da vida que por mais que sejam horríveis, gosto de acreditar que futuramente tudo isso vai servir para alguma coisa.

Logo após esses momentos, quando analiso o quanto a nossa mente consegue se tornar a fonte de todo mal, percebo que isso é algo que, na minha perspectiva, não faz o mísero sentido.

Tudo costuma seguir um padrão, uma estabilidade, e de repente ou com algum motivo inesperado, nos deparamos com o mais completo caos.

Desde já irei deixar em evidência que essas afirmações partiram do meu próprio ponto de vista.

Também é possível perceber o quanto o nosso corpo físico é completamente afetado pelo nosso emocional.

Falando de uma experiência vivenciada por mim em meados do ano de 2021, período da pandemia do coronavírus, posso dizer que sou a prova disso.

Infelizmente, foi um momento em que meu transtorno de ansiedade generalizada (TAG) estava num período intenso, e sofri com diversos sintomas físicos de saúde que interferiram no meu dia-a-dia.

Esse tipo de situação é algo completamente visível aos olhos externos, a perda total do controle emocional.

Agora falando de um modo mais pessoal, eu sou o tipo de pessoa que odeia o fato o qual descrevi no trecho acima. Perder o controle sobre uma situação e demonstrar vulnerabilidade são duas coisas que detesto.

Sei que isso não faz sentido, até porque somos humanos e não rochas, não é mesmo?

Admito que este é um defeito meu do qual eu não me orgulho, porém, vou ser sincera e assumir que isso é algo que, eu querendo ou não, faz parte de mim.

Conheço pessoas que expõem essa perda de controle de várias formas diferentes.

Há quem explode e se torna agressivo, quem se isola, quem desabafa com qualquer estranho na fila do caixa, quem absorve tudo e ignora a existência de algo fora dos trilhos, pessoas como eu, que descontam tudo em arte, e há quem faz outras ou mais de uma dessas coisas que citei.

Essa nossa capacidade humana de sentir e criar, nos fornece das melhores coisas, até as piores coisas. Porém, o que é inegável é o fato de crescermos em nosso caos.

Olhando por esse ponto de vista, algumas pessoas podem ser até consideradas gigantes, mas a vida definitivamente não é muito justa, e sim bem complexa.

Atenciosamente, JJ

Eu te amo…

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Eu te amo,
Não apenas palavras vazias,
Mas um sentimento intenso,
Que floresce todos os dias.

Quero estar contigo,
Não só por momentos breves,
Mas em cada passo da vida,
Juntos, como cúmplices e leves.

Eu te quero,
Não só por um instante,
Mas como parte de mim,
Um amor constante.

E às vezes quero sumir,
Não para te deixar,
Mas para recarregar o coração,
E voltar a te amar.

Março

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Até o momento, foi um mês bem tranquilo. E eu conheci muitas pessoas novas, também.

Teve o aniversário da Letícia: foi uma festa que eu conversei com várias pessoas diferentes, diferente do ‘normal’. Foi muito divertido!!! Eu montei o presente dela com três partes: Um brinco que eu comprei para combinar eu e ela, lindo, de estrela – uso o meu para tudo; um cartão com dois desenhos: eu e ela em 2019 e em 2024, mais uma mensagem para acompanhar, e por fim, uma cestinha de papel (que eu fiz), com vários origamis (que eu aprendi a fazer) e uma trufa da cacau Brasil. Ela gravou a reação dela, eu adoro saber que ela gostou do presente (^u^).

Eu não passei na faculdade: a banca de heteroidentificação não me considerou parda (um absurdo, na minha opinião) e eu perdi a vaga. Agora, eu estou fazendo curso pré-ENEM e aulas de teatro na Casa do Teatro, então eu estou até aproveitando mais. Conheci várias pessoas novas, e é isso que importa para mim!!!! Sem falar nos reencontros: encontrei a minha primeira crush mulher (ela não sabe disso, claro! Não tive nenhum momento para poder contar para ela…) lá de 2019! E tem uma menina que a gente sabe que a gente se conhece de algum lugar, mas a gente não sabe de onde! E nem conseguimos lembrar de nada ainda!

Hoje é a colação do terceiro ano: a formatura! Falta só duas horas. Já estou arrumada, mas como tenho tempo, vim aqui escrever. Sinceramente falando, não serão muitas as pessoas que eu vou sentir falta: só os amigos mesmo. O resto ou eu não gosto ou sou indiferente, com alguns casos especiais de pessoas que eu odeio. Traíras. Apaguei os números de todos: se for destinado algum reencontro, vou começar do zero com a pessoa.

Estou voltando a desenhar aos poucos. Isso me deixa feliz.

Com a rotina nova, todo dia é corrido e cansado. Chego em casa encharcada de suor todo dia, afinal, eu vou para os lugares andando. Ninguém pode me chamar de sedentária mais!

A doutora disse pra eu parar de tomar o remédio aos poucos… não sei como eu vou ficar, mas como eu tenho estado tranquilaça, só espero que isso não seja só efeito do remédio, e sim de, também, uma mudança dentro de mim.

Achei meu anel de dragão que estava perdido desde Janeiro!

Tenho que voltar a ler Sherlock Holmes.

Acho que até hoje foi só isso.